Em algum momento eu soube que havia terminado. No entanto, não tive forças de partir, deixar o caminho livre.
E nessa minha covardia, nos fiz refém do "desamor".
Meu arrependimento, não vai curar a nossa dor. Podíamos ter nos tornado amigos... Talvez... no futuro, o amor nos fisgasse de novo. Fugir não era solução, ficar não era suportável.
E hoje, quando olho para trás, sei que poderíamos ter sido felizes... seguindo rumos diferentes.
Mas, não há nenhuma máquina do tempo... Não posso corrigir meus erros.
O som, nessa triste melodia do piano, me revela que os erros cometidos, serviram de inspiração para algum talentoso compositor.
Farewell... é apenas a nota final de um amor que não sobreviveu.
E às vezes na calada da noite, as lembranças voltam de forma
avassaladora e nem mesmo meu escudo tão bem praticado, impede velhos
arrependimentos de se manifestarem.
Sim, eu sei que mais de uma vez eu segui em frente, sem
olhar para trás e não importam quantas lágrimas eu tenha derramado, ainda assim
a dor tem sustentado sentimentos que eu preferia esquecer.
Oh! Por favor! Não tenha piedade, não demonstre compaixão,
eu estou apenas tomando um fôlego e em breve darei alguns passos, seguindo em
frente como é de praxe.
Seus olhos neste momento apenas refletem dor e confusão, e
neste momento eu tenho certeza de que o que eu fiz, foi o melhor, você não
saberia lidar comigo e todos os meus “acontecimentos”.
As palavras fluem, e é interessante vê-las voltando à ativa, pois por algum tempo
eu achei que tinha perdido o dom de me expressar por completo.
Sim, eu lamento.
Mas, não o que você imagina... lamento ter esperado, mais do
que você seria capaz de compartilhar...
Lamento, todas as vezes em que renovei as esperanças, para
logo em seguida, perceber que você não tinha evoluído.
Por isso, serei sempre “Valente”, não importa quantas vezes
a decepção ainda me visitará.
Se eu choro é porque continuo sentindo, mudando e
me adaptando.