Lady d'Arques

Mara d'Arques

Amor à Primeira Vista

Título original: Phantom Waltz


Catherine Anderson tem um talento incrível para inventar personagens que todas amamos e histórias que nunca mais esquecemos. Com grande ternura, ela capta momentos de paixão e de sofrimento que calam fundo em cada leitora. E leva a literatura romântica até requintes poucas vezes atingidos.


Bastou um olhar para Ryan Kendrick, o rancheiro magnata, se apaixonar perdidamente pela bela Bethany Coulter. Com uma mistura sedutora de ousadia e timidez, de ingenuidade e maturidade, ela partilha a sua paixão pelos cavalos, tem um imenso sentido de humor e pode com um só sorriso animar uma casa inteira. É absolutamente perfeita, em todos os sentidos do termo, excepto num único.


Um acidente sofrido há anos num rodeo deixou-a presa a uma cadeira de rodas. Desde então conheceu tanto as traições como os desgostos de amor, e por isso jurou nunca mais entregar o seu coração a um homem. Admitiu inclusivamente nunca vir a ter uma relação íntima e a ser capaz de conceber um filho. Mas qualquer coisa em Ryan Kendrick a fez de súbito acreditar que talvez todos esses obstáculos pudessem ser ultrapassados. Qualquer coisa que a fez de novo crer num amor para toda a vida.

Meu Comentário:
Esse livro é de uma beleza tão sutil, tão envolvente que confesso ser dificil descrever. Ryan Kendrick é tão apaixonante que é simplesmente impossível não se deixar seduzir.

O amor de Ryan resgata a Bethany da super-proteção da família e a cada página contemplamos um amor tão grande que é capaz de derrubar todas as barreiras e transformar a vida em uma constante roda gigante de felicidade.

A cena em que Ryan a tira para dançar é mágica, e o amor que eles demonstram no momento mais forte e dramático do livro (não vou entrar nos detalhes para não estragar a leitura), é tão intenso que chorei.

Enfim, um amor assim é o que eu quero para mim. Um amor capaz de abrir mão da própria felicidade em detrimento da segurança da pessoa que amamos.

Sem dúvida, um Nota 10. Inesquecível!

E claro faz parte duma série...rsrs:

Kendrick/Coulter
1. Baby Love - Uma Luz Na Escuridão
2. Phantom Waltz -  Amor à Primeira Vista
3. Sweet Nothings
4. Blue Skies
5. Bright Eyes
6. My Sunshine
7. Sun Kissed
8. Morning Light
9. Star Bright
10. Early Dawn
 

Livro que peguei a dica da Luzia no blog da Lilith na Sessão "A Cena & o Tema"
Abaixo a cena em que Ryan pede a Bethany para dançar; (não esquecendo do detalhe que a Bethany é paraplégica, dai a beleza da cena ser ainda maior...):
(...)

Todos os membros da sua família tinham voltado a mesa e tinham partido de novo para dançar quando Bethany viu Ryan novamente na multidão, de regresso à mesa dela. A fivela prateada do cinto brilhava na luz difusa com cada movimento das ancas estreitas. 

Era um homem tão bonito que ela se permitiu um breve momento de devaneio, fingindo que era um desconhecido que não sabia da sua paralisia e que se aproximava para a convidar para dançar. Não. Se ela ia sonhar, porque não ir até ao fim e sonhar que podia andar?


Ele parou, sorriu lentamente de uma forma que lhe fez disparar a pulsação e perguntou:


— Dá-me a honra da próxima dança, miss Coulter?


Por um instante, Bethany sentiu-se como se ele tivesse acabado de lhe aplicar um soco no plexo solar. Ele não tinha noção do quanto ela gostaria de dançar com ele? Às vezes, quando se permitia pensar nos anos de limitação que tinha pela frente, sentia-se como um rato numa gaiola.


— Adorava — respondeu ela com ligeireza.


— Esperava que a resposta fosse essa.


Ryan colocou-se atrás dela e agarrou na cadeira. Ao ver que ele se dirigia para a saída da frente, Bethany olhou por cima do ombro.


— O que é que estás a fazer?


Ele sorriu mais uma vez e piscou-lhe o olho.


— Espera e já vês.


(...)


— Está uma noite linda. Olha só para aquele céu.


— Não há nada que se pareça, pois não? Já ouvi dizer que o Monta­na é um estado de céu. Acho que essa gente nunca deve ter passado pelo Oregon numa noite como esta.


Ryan empurrou a cadeira até a um telheiro nas traseiras. As portas estavam abertas e eles podiam ouvir a música quase tão bem como se estivessem no interior. A banda estava a acabar aquela canção. Antes que começasse a seguinte, Ryan contornou a cadeira e inclinou-se, ficando quase nariz-com-nariz com ela.


— Põe os teus braços a volta do meu pescoço, querida.


— Porquê?

Ryan agarrou-lhe nos pulsos e levantou-lhe ele próprio os braços.


— Porque — murmurou ele — nós vamos dançar.


— Oh, não, eu... — Antes que ela pudesse concluir o seu protesto, Ryan passou-lhe um braço pela cintura e levantou-a da cadeira. Sem outra escolha, ela soltou um guincho sobressaltado e agarrou-se a ele. — Ryan!


— Está tudo bem. Juro que não te deixo cair. — Ele segurou-a con­tra si, uma mão grande apoiando-lhe o fundo das costas. — Segura-te. Agarraste-te bem?


— Sim, mas tem cuidado. Nada de palhaçadas. Eu consigo sentir isso, sabes?


— Consegues? — Baixou a mão desde a cintura e desceu a outra. Entrelaçando os dedos, formou uma espécie de assento para lhe segurar as ancas contra as suas. — Julgava que os paraplégicos não tinham qualquer sensação da cintura para baixo.


— Não é o meu caso. A lesão da coluna situa-se na L2 e não afectou todas as... — Ela deu um salto e olhou para ele. — O que é que estás a fazer?


Ele sorriu e piscou-lhe o olho:


— Estava com o polegar numa má posição. Estou a ver que tens mesmo sensibilidade aí em baixo.

Ela estreitou um olho.

— Pois tenho, e se fazes mais uma dessas vais ver o que te acontece.


— Acabou-se. Prometo.


— Isto não vai dar certo. Agradeço a ideia. És um querido, mas...


— Caladinha — sussurrou ele.


As primeiras notas da canção seguinte fizeram-se ouvir e ela apercebeu-se de que era uma versão da sua preferida de Montgomery.


— Não pode ser. — As lágrimas saltaram-lhe aos olhos porque, assim que reconheceu a música, percebeu que fora Ryan quem a pedira.


— Dança comigo — murmurou ele.


— Sinto-me tola.


— E quem é que está a ver? Só eu e sou o teu melhor amigo, portanto, não conto. Além disso, porque é que havias de te sentir tola?


— Tenho as pernas penduradas. Os meus pés vão bater nas tuas pernas.


— Esses sapatinhos macios não me magoam — garantiu-lhe ele. E, dito isto, arrastou-a para uma valsa.

Bethany estava à espera de uma sensação estranha. Quando ele executou os primeiros passos, sentiu-se hirta devido à tensão, com medo de que ele tropeçasse e a deixasse cair, ou que ela fosse demasiado pesada e o cansasse.

Em vez disso, era fabuloso, e ela sentiu-se como se estivesse a flutuar, a força dele mantendo-a à tona. A dançar. Não era bem dançar, claro. Ela não parava de se dizer isso. Mas sentia-se como se estivesse a fazê-lo. A dançar. Tivera vontade de fazer aquilo uma centena de vezes durante os últimos oito anos, e agora estava mesmo a fazê-lo. Dava-lhe a sensação mais incrível. Livre e leve como um pássaro, nos braços de um vaqueiro alto e moreno.


Bethany esticou os braços, deixou a cabeça cair para trás e fechou os olhos, desejando que aquela sensação nunca acabasse.


— Oh, Ryan.


— Sabe bem?


— Sim. Oh, sim. Não podes fazer ideia.


Ao observar as expressões que passavam pela cara dela, Ryan pensou que até fazia. A sensação que devia ser, deu por si a imaginar, estar sempre presa naquela maldita cadeira, e agora, subitamente, estar a rodopiar ao luar.


Senti-la assim nos seus braços era o mais perto do céu que ele alguma vez esperava estar. «Bethany.» Um sorriso sonhador curvava os lábios dela, traduzindo um prazer tão intenso que ele duvidava que o conseguisse exprimir por palavras. Imaginou fazê-la sorrir exactamente assim enquanto fazia amor com ela, ouvi-la suspirar assim quando a beijasse.


Um dia...


Por enquanto, era suficiente segurê-la assim ao luar e vê-la sorrir, sa­ber que ela estava feliz e que, ainda que pouco, ele era o responsável por aquela felicidade.


Quando a segunda música acabou, as energias de Ryan começaram a falhar. Ela não pesava muito, mas dançar sem parar enquanto suportava cinquenta e cinco quilos suplementares tinha o seu preço. Não queria devolvê-la à sua cadeira, e desejava do fundo do coração não ter de o fazer.


Infelizmente, não há bem que nunca acabe. Ryan resistiu a uma terceira dança e depois as pernas começaram a acusar o esforço.


Ela pestanejou quando a música acabou e ele parou com relutância. A expressão sonhadora e ligeiramente confusa nos olhos dela dizia-lhe o quanto Bethany apreciara aquelas danças e que guardaria aquela recordação muito depois de a noite ter acabado.

— Oh, Ryan. — Brindou-o com um sorriso radioso, os olhos a brilhar de alegria e lágrimas. Não disse mais nada, mas aquelas duas pala­vras queriam dizer tanto, muito mais do que ela provavelmente se apercebia, uma gratidão demasiado profunda para ser exprimida, e uma incredulidade porque ele fizera algo completamente inesperado, apenas para lhe dar prazer.


Foi a expressão de incredulidade que mais o comoveu. Fora uma coisa tão insignificante, na realidade, tirá-la da cadeira e dar algumas voltas no telheiro. O esforço fora maior inúmeras vezes e com uma recompensa bastante inferior. Haveria um presente melhor do que ver Bethany sorrir?


Ela não voltaria a passar uma noite sozinha e sentada a uma mesa enquanto todos os outros dançavam e se divertiam, prometeu Ryan a si mesmo. Nunca mais.


(...)"

A Carla gentilmente enviou mais um livro e também a sequencia de leitura a qual vou postar logo abaixo:
1- Uma luz na escuridão (aqui)
2- Amor à primeira vista (aqui)
3- O Domador de Paixões(aqui)
4- Mais perto do céu (aqui)
5- Olhos Brilhantes(aqui)
6- O sol da minha vida
Meninas desculpem pela demora, e Carla gracias de Coração pelo presente! Bjos!

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