Uma Carta de Amor

Vítima e salvadora. Protetor e protegida...

Cinco anos atrás, Liam Bartlett quase perdeu a vida na ilha de San Salustiano, devastada pela guerra.
Quem o ajudou foi Marisala Bolívar, uma jovem linda, que durante meses o escondeu na selva e cuidou de seus ferimentos, enquanto ele se esforçava para fingir que o que sentia por ela era apenas amizade. Agora, a pedido do tio de Marisala, ele tem de protegê-la, enquanto ela cursa a faculdade em Boston. Mas logo Liam descobre que aquela tarefa será um desafio muito maior do que tudo o que ele já enfrentou...
No momento em que reencontra Liam, Marisala sabe que o tempo não aplacou a forte atração que sempre existiu entre eles. O único problema é convencê-lo a deixar de lado os papéis que representaram no passado e abraçar o futuro da única maneira possível: como amantes apaixonados...

Meu Comentário:
É a história de um amor adormecido que desperta após 7 anos de ausência.

Mara chega a Boston para fazer faculdade. Liam a recebe e tem a missão de cuidar dela a pedido do tio superprotetor, que é seu grande amigo.

O reencontro é envolto em uma crescente tensão sexual. Envolvidos por várias situações, a luta de Liam é deseperada, pois ele não se sente apto e nem digno de amar Marisala.

Atormentado pelos meses em que viveu no cárcere em San Salustiano, torturado emocionalmente e muito teimoso, Liam se recusa a procurar ajuda e Mara é uma guerreira constante e determinada.

Quando finalmente Marisala desisti e foge, Liam desesperado escreve uma carta emocionada na sua coluna do jornal de domingo, pois ele é jornalista e Marisala lê sua coluna todos os domingos.

A carta conta seus medos e declara seu amor na esperança de que ela leia e o perdõe.

Detalhe para que apesar de guerreira Mara também tem seus medos e faz alguns testes "peculiares"... por assim dizer para finalmente aceitar a proposta de casamento.

Lindo e emocionante. Nota 10.

Abaixo o trecho publicado no jornal. Na minha opinião a mais linda declaração de amor já lida por mim.

        "Existem situações que requerem gritos de protesto!


Cinco anos atrás, passei dezoito meses da minha vida trancado em uma cela escura.

Durante esse período, fui tratado como um prisioneiro político e trancafiado em uma solitária na pior prisão de San Salustiano. Durante esse tempo, a única coisa que me manteve vivo foi a certeza de que a verdade e a justiça acabariam por prevalecer. Que a democracia seria restaurada pelo clamor dos habitantes daquela pequena ilha por um governo do povo para o povo. Não contra ele. Por dezoito meses, eu sobrevivi graças à imagem de um anjo que vinha me proteger e me dar forças.

Um anjo chamado Marisala.

Marisala, você não é mais uma menina. Tornou-se uma linda mulher. O que não sabe é que me apaixonei por você quando a conheci. Eu não tinha consciência de meus sentimentos na época, mas percebo agora que o que senti por você foi o mais puro amor. Um amor que persistiu apesar dos anos que vieram para nos separar. Continuo amando-a. Não por causa de sua beleza, e você é a mulher mais linda que já conheci, esteja vestida como estiver, mas por causa de seu coração generoso, do orgulho teimoso, da inconformidade diante das injustiças. Por ser exatamente como é!

Você sabe que eu fui torturado naquela prisão, embora eu nunca tenha falado a esse respeito. Representantes do governo e soldados do Exército me submeteram a interrogatórios. Eles queriam que eu lhes contasse o que sabia e o que não sabia sobre as guerrilhas e sobre você e seus amigos. Eles acreditavam que eu sabia mais do que afirmava e queriam me forçar a falar por meio de terríveis espancamentos.

Eu resisti porque tinha esperanças de tornar a ver seu sorriso. Eu me mantive inteiro por mais que eles me maltratassem. Até que um dia, em vez de me baterem, eles disseram que uma jovem fora presa tentando subornar um guarda para me levar comida. Eu fiquei em pânico porque essa jovem só poderia ser você. Implorei para que me deixassem lhe falar, mas riram de mim, e se deliciaram ao me informar que a garota tinha sido morta na luta com os guardas.

Eu vi o seu corpo, que jazia inerte na terra. De bruços. Corri em sua direção, mas eles me detiveram antes que eu a alcançasse. Não vi seu rosto, mas sabia que era você e que estava morta.

Naquele dia, parei de lutar. Quando me levaram de volta para a cela, após me espancarem, eu me deitei no chão e desisti de viver. Eles tinham me derrotado, Mara. Com sua morte, minha esperança tinha acabado.

Porém, mesmo vazio, meu coração não parou de bater e, quatro dias depois, as forças rebeldes tomaram a prisão e nos libertaram. Você estava viva. Meu coração se iluminou. A pobre jovem que eu vira morta não era você, era o sonho e a esperança de outra pessoa.

Eu vivi na escuridão por dezoito meses, mas foram aqueles quatro últimos dias que me destruíram porque ninguém pode viver sem esperança.

Hoje, minha esperança é que você venha para casa. Estou gritando em cima da mesa, Mara. Por favor, venha para casa."

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