Se percebesse alguém à espreita ou se notasse atrás de mim uma sombra que não fosse a minha, eu certamente agiria rápido e daria o dia por encerrado.

Era um emprego para matar.
Eficiente, profissional e sem o mínimo arrependimento, Lily Mansfield é uma assassina de aluguel contratada pela CIA. Seus alvos eram sempre os poderosos e corruptos, aqueles que nunca são atingidos pela lei.

Agora, depois de dezenove anos de serviço, Lily se envolveu por razões pessoais num jogo perigoso, para o qual não recebeu permissão. Com atitudes cada vez mais ousadas, ela acabou comprometendo seus superiores, atraiu atenção indesejada e arriscou a própria vida. Apesar de o estresse e a tensão fazerem com que ela se sinta invencível e até mesmo um pouco convencida, Lily também sabe que pode ser eliminada num piscar de olhos. E, se for sua hora, tudo bem. Ela pretende morrer lutando.

Lucas Swain, um agente da CIA, também reconhece os sinais perturbadores da linha de fogo. A ordem que recebe é para matá-la ou prendê-la. Mas ele também é atraído para o jogo com Lily Mansfield, equilibra-se na corda bamba ao tentar evitar uma catástrofe mundial e, ao mesmo tempo, luta contra um inimigo obstinado que vigia todos os passos deles dois. Mantendo o foco no seu objetivo e, ao mesmo tempo, atenta para não ser pega, Mansfield não vê o perigo mortal que está indo em sua direção. E terá que descobrir que a lealdade tem o seu preço.


Meu Comentário:

Se você estiver procurando um romance, esse livro não é uma boa pedida...

No entanto, se estiver buscando uma boa leitura, esse "é" o livro.

Linda é mestra em livro de espionagem e Lucas Swan é uma delícia de ler, bem humorado, provocante e sensual, é impossível não se apaixonar por ele.

Lily é forte, decidida e bem versátil, não é nenhuma mocinha tola. Gosto de mocinhas que não se abatem, nem confiam cegamente.

No entanto, admito que em alguns momentos eu me senti dividida entre o medo e a vontade de que Lily se entregasse logo à essa paixão.

A trama é bem articulada e o final é capaz de fazer doer o coração.

Confesso, que o final do livro me deixou em choque e a explicação do título me fez acreditar que tinha errado ao confiar tão cegamente em Swain.

Abaixo contém um trecho S P O I L L ER

Nada de dor, então. Que bom. Não iria morrer agonizando.
- Foi verdade? Alguma coisa foi verdadeira? - Ou todos os toques e todos os beijos tinham sido uma mentira?
Os olhos dele ficaram marejados, ou pelo menos ela pensou que estivessem. Poderia ser sua visão que estava ficando embaçada.
- Foi verdade.
- Então... - ela perdeu a linha de raciocínio e lutou para retorná-la. O que ela estava...? Sim, conseguia se lembrar agora. - Você... - Ela mal conseguia falar, e não conseguia vê-lo. Ela engoliu, fez um esforço - ... pode me dar um beijo de boa noite?
Ela não tinha certeza, mas achou que o tinha ouvido dizer:
- Sempre. Tentou tocá-lo, e em sua mente conseguiu. Seu último pensamento foi que gostaria de tocá-lo.

O epílogo é um consolo paliativo, no entanto, fica muito aquém de satisfazer nosso desejo de quero mais.

Enfim, Linda Howard é sempre garantia de boa leitura.

Nota 8.

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