Quando o assunto é amor… deixe seu coração falar!

Ninguém conhece vestidos de casamento melhor do que a designer Rachel Banks. Mas ela não pensa em se casar nem em se tornar uma estilista famosa. Por isso, quando Mark aparece com a irmã — que vai experimentar uma das criações dela —, descobre os desenhos de Rachel e insiste que ela pode se tornar um grande nome da indústria, ela fica furiosa. Rachel tem certeza do que quer… e não pretende se deixar seduzir por alguém que é tão claramente o homem errado.

Cinegrafista internacional, Mark está na Praia Madeira para o casamento da irmã, mas logo se descobre avaliando sua vida agitada e vazia. Rachel é a razão de ele achar que está vivendo uma vida errada. Ele tem certeza de que ela pode fazer mais do que simples vestidos de noiva. No entanto, depois de uma incrível noite nos braços dela, ele ficaria satisfeito não apenas em convencê-la disso, mas principalmente em torná-la sua mulher!


Meu Comentário:

Livro no estilo comédia romântica.

Um romance de verão.

Um relacionamento com data para terminar que no entanto, revira certezas, conceitos e escolhas.

De uma maneira light, a autora trata de temas fortes e nos faz rever vários conceitos. E nos deixa uma pergunta bem séria no ar.

"Mostrar as mazelas do mundo é uma espécie de ajuda?"

No trecho abaixo Mark conta como é o seu trabalho de jornalista e de como ele deixou a convivência familiar e tudo para trás só para correr em busca de notícias.

Nesse momento ele está contando à Rachel seu último trabalho num país do terceiro mundo, onde não só levou um tiro, mas também um choque de realidade:


— Não há comida, nem remédios que bastem, nem roupas para os que passam. Estou em um jipe, claro, porque sou da imprensa. Não tenho nada que eles possam usar, mas tenho uma filmadora. Assim, quando a aponto para eles, digo que irão aparecer nos noticiários, e que isso é bom, pois irá ajudar. Eles não dizem nada, mas os olhos mostram o que realmente acham.

Mark tomou um gole e tornou a encher o copo.

— Então, ouve-se um tiro. Nada de incomum. As pessoas correm para se proteger. Eu me viro, a câmera pronta, e percebo que meu motorista foi atingido. Ele está caído sobre a direção, e o jipe começa a parar. Outro disparo. E outro. Agora são rajadas. E todas dirigidas para meu jipe, meu pessoal. Os outros ficam olhando. Alguém se aproxima e pega a câmera caída na traseira. Eu grito, pedindo ajuda. O sujeito aponta a câmera para mim, a luz vermelha se acende. Ele está me gravando. Assim como eu os gravei.

Esboçou um sorriso largo.

— “Eu estou ajudando você”, disse o rapaz. E então gargalhou. Mais tiros. Estou desesperado, tentando puxar meu amigo na traseira, aquele que ainda não está morto, para fora do jipe. Eu o puxo, ainda gritando pedindo auxílio. Nesse momento, a dor, como fogo, em meu ombro. Levei um tiro. Rolo para baixo do jipe. O amigo que puxei está morrendo, e não posso salvá-lo. Não posso salvar ninguém. Nem a mim mesmo. Mark respirou fundo.
— O homem que pegou a câmera está agora ajoelhado, me filmando debaixo do veículo. “Isso vai aparecer nas notícias”, diz ele. “O que mais você quer?” A distância, ouço sirenes, a ajuda está vindo. Mas me dou conta de que o que faço não é nobre, nem bom. É apenas vaidade. Não sou mais que um voyeur, um abutre.
Cena forte e impactante... Me fez parar para pensar, e isso é bom, e claro, me fez admirar a autora e anotar para futuras buscas no sebo.

Com um final bem ao meu gosto, minha única reclamação é por ele ser curtinho.

Nota 10 com certeza.


4 comentários:

Leituras & Devaneios disse...

Uauuuuu que trecho! Quero ler :)

Lidy disse...

Cunhada, adorei esse trecho! Agora eu quero ler! O mocinho parece TDB, mas a mocinha parece deixar a desejar.

Mara disse...

Na verdade Lidy, ela é bem resolvida... e tem ótimas cenas romanticas... de humor, enfim, o livro vale a pena!

Jan disse...

Amei entrar no seu blog e conhecê-lo! Muito bom! Ficará entre meus favoritos. Beijos e até.

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