Inglaterra, medieval


Na Inglaterra, no tempo dos druidas, houve certa vez um guerreiro de grande coragem que desafiou e venceu os deuses em combate, como punição, foi transformado em lobo de ferro.Segundo a lenda, nos momentos em que a guerra assola a Terra, o lobo volta à vida na forma de um guerreiro ousado, invencível e imortal.
Como agora, quando normandos e saxãos entram em conflito em Darkenwald e a vida da bela Aislinn depende da concretização da profecia.Filha de um nobre assassinado pelos invasores, Aislinn é a sofrida heroína de o Lobo e a Pomba.


Meu Comentário:

É muito difícil fazer resenha de um livro inesquecível.
A resenha fica enorme e com muito Spoiller. Mas não posso abster minhas amigas da minha humilde opinião, por isso vou tentar ser sincera, sem ser estraga prazeres.

Para começar, vamos deixar bem claro que “O Lobo e a Pomba” é um livro que marca a nossa vida em antes e depois da leitura. Sim...!!! Nunca mais você será a mesma, isso eu garanto.

A autora conquistou lugar cativo no rol das minhas prediletas com certeza, completamente empatada com minha autora preferida Hannah Howell.
Apesar do que se fala na sinopse da contracapa não é um livro místico. Na verdade é bem medieval e tem toda sorte de violência crua.

Para mentes muito sensíveis o inicio do livro será definido como brutal, pois o povo de Aislinn é chacinado e ela é violentada por Ragnor o cavaleiro enviado por Wulfgar que será o novo Senhor das Terras que outrora eram propriedades do pai de nossa heroína.

Nesta difícil trama ainda temos Kerwick o noivo prometido de Aislinn que foi escravizado por Wulfgar.

Os primeiros embates entre o Lobo e a Pomba são eletrizantes;

Aislinn é destemida, valente, insolente, persistente, incansável.

Wulfgar rivaliza com meu Lord Anvrai d’Arques... nas cicatrizes, na carência, na escolha de não amar, nem se envolver profundamente para se proteger da dor e da decepção.

Um homem justo, cavalheiro, soldado, lord, incansável.

... Sim, eu sei... Vocês dirão que eu estou apaixonada...
Oh!!! Por favor eu lhes peço... não contem ao Anvrai... hauhau... ele jamais me perdoaria...rsrs
Os vilões são terríveis, e algumas vezes temi que fossem imortais.

Eu vivi em Darkenwald...

Eu amei... chorei... ri... gritei... fiquei frustrada e sobrevivi.

Admito que li no conta-gotas com um medo enorme da depressão que sentiria ao ter que deixar Darkenwald.

Sei que ainda terei esse livro muitas vezes em minhas mãos... relendo, anotando... Sim... Anotando... Pois tem umas passagens lindas... que falam do amor do lobo e da pomba.

Só pra citar...

O pai de Wulfgar dá um conselho a Aislinn

“Deixe o lobo uivar para a lua. Ela não vai descer do céu para ele. Deixe que ele vagueie pelas florestas à noite. Não vai encontrar nelas o que procura. Só quando admitir que precisa de amor ele encontrará a verdadeira felicidade. Até então, seja fiel e boa para ele. Se guarda algum calor por ele em seu coração, Aislinn, dê a ele o que a mãe negou. Procure acalentá-lo com seu amor quando ele depuser seu coração torturado aos seus pés. Envolva o pescoço dele com uma coleira de fidelidade que ele virá docilmente para você.”

Tem um trecho em que Wulfgar está em Londres olhando o Céu e contemplando as estrelas...

“Wulfgar levantou e foi para a janela, sem se importar com o frio que entrou no quarto quando a abriu e olhou para a rua vazia lá embaixo e para a lua imensa e pálida no céu. Aos poucos foi se acalmando, e a única coisa que não deixava sua mente era Aislinn de Darkenwald.
Aquela mulher tão frágil, pensou ele, tão bela e altiva. Maltratada, é verdade, mas ousa me enfrentar como uma Cleópatra saxã. Ela defende tão bem sua causa que enfraquece minha vontade. Como posso recusar quando ela desvenda a própria alma tão completamente e procura tocar as profundezas de minha honra? Enfrenta minha ira para o bem de seu povo e me curva à sua vontade, quando devia ser o contrário. Wulfgar passou a mão na testa, incapaz de afastar Aislinn da lembrança. Contudo, de algum modo, eu desejo que ela...”


No mesmo momento Aislinn completa o pensamento olhando a mesma lua e o Céu cheio de estrelas... em Darkenwald

“... que ele me jurasse fidelidade, suspirou Aislinn, olhando para a lua enorme, sobre a charneca. Se ele jurasse e dissesse que me ama, eu ficaria contente. Mesmo na avidez do seu desejo, ele é bom e justo, e aqui estou eu, presa a este corpo de mulher que incendeia todos os sentidos dele. Eu não pedi para ser possuída por ele, mas não posso culpá-lo por ser o que é. O que preciso fazer para ganhar seu favor se quando estou em seus braços não consigo sequer lutar contra ele? Seus beijos vencem toda a minha resistência, e sou como uma haste de salgueiro na tempestade, dobrando ao sabor do vento. Ele se contenta em ter-me sempre às suas ordens, em usar meu corpo para seu prazer, sem oferecer ou prometer nada em troca. Porém, eu quero mais. É verdade que ele não foi o primeiro que me possuiu, mas suas atenções certamente me concedem alguns direitos. Não sou uma mulher da rua, para ser usada e abandonada. Ele precisa compreender isso. Tenho honra e orgulho. Não posso ser sua amante para sempre, tendo para mim uma parte tão pequena de sua vida.
Tirou a roupa, deitou sob as mantas de pele e puxou para perto do rosto o travesseiro que guardava ainda o cheiro de Wulfgar. Apertou-o contra o peito, e quase podia sentir os músculos fortes sob suas mãos, o calor de seus lábios nos dela.
Eu o quero todo para mim, concluiu. Não sei se o amo ou não, mas eu o desejo mais do que já desejei alguma coisa na vida. Mas devo agir com sabedoria. Devo resistir com o limite máximo das minhas forças, sem despertar sua ira. E, se ceder por pouco que seja, eu lhe darei todo o amor que tenho, ou que posso roubar ou pedir emprestado. Ele não vai se arrepender.”


Ainda tem um trecho perfeito... a declaração de amor do Lobo:

“— Eu sei pouco sobre o amor, Aislinn — disse o normando, finalmente —, mas sei muito sobre coisas perdidas. Jamais consegui o amor de minha mãe. O amor de meu pai foi arrebatado de meus braços. Guardei meu amor com avareza durante toda a vida, e agora ele explodiu em chamas dentro de mim.
Os olhos cinzentos do normando brilhavam com a inocência de uma criança. Afastou o cabelo do rosto dela,
— Primeiro amor—murmurou ele, docemente. — Amor do meu coração, não me traia nunca. Tome o que eu posso dar e faça disso uma parte de si mesma. Leve meu amor dentro você o tempo todo, como fez com aquela criança, e então, com uma exclamação de alegria, deixe que saia para que possamos partilhar essa felicidade. Eu lhe ofereço a minha vida, meu amor, meus braços, minha espada, meus olhos, meu coração. Fique com tudo. Não deixe sobrar nada. Se jogar tudo fora, estarei morto, e vou vaguear pelos montes como uma alma perdida.”

O final é perfeito de uma maneira que não consigo explicar sem contar todos os segredos da trama.

Para finalizar quero deixar aqui meu agradecimento público a minha amiga-irmã-do-coração Rogiane, que me deu um presente lindo, perfeito e inesquecível, esse livro que guardarei como uma jóia rara e de valor inestimável.Nota? Impossível ... não existe cotação pra um dos melhores livros que já li na vida!

9 comentários:

Rogiane disse...

amiguinha q bom q vc gostou

Eliani disse...

Amo, amo amo o Lobo e a Pomba!
A tua resenha ficou perfeita!

Mara disse...

Oh Eliana... temos gostos bem parecidos... e sim esse livro é perfeito e fico imensamente feliz que tenha aprovado minha humilde resenha!
Seja bem vinda ao Blog!

Bjos
MARA

Carla disse...

AMO esse livro! Essa autora é demais!

Outro que li dela e que tb amei foi Shanna. A Shanna consegue ser uma mocinha iritante em vários momentos mas o Ruark é, como eu escrevi na minha resenha, um mocinho daqueles por quem a gente viveria e morreria. Eta homem de sonho! O amor dele não conhece limites! Me deu até saudades dee agora. kkkk

Mara disse...

Oi Carla!

Esse "Shanna" não conheço, mas mediante sua indicação vou procurar.

Se o mocinho vale a pena, o livro é bom!

bjos
Mara

Ps. qual o endereço das suas resenhas amiga?...rs.

Carla disse...

Estou nesse link, Mara.

http://www.skoob.com.br/usuario/40141

(O Ruark é MARA... assim como você... kkkk)~


bjs

Mara disse...

kkkkkkkkkkkkkk brigado pela comparação...rs.

Já add nos favoritos para espiar!

bjos
Mara

Dreamer disse...

Oi Mara, encontrei o teu blog por acaso. Adorei, é um espaço nos deixa bem à vontade, super agradável. O Lobo e a Pomba é um livro marcante. A mocinha sofre tanto e sofremos com ela. E é maravilhoso ver o "lobo" ficar mansinho.
Estou passeando por aqui. Há muito para ler.
Estou te seguindo.
Beijos.

Mara disse...

Oi Dreamer!

Seja muito bem-vinda!

Fiquei muito feliz que você tenha aprovado o blog e se sentido a vontade... é essa mesma a intenção, curtir e deixar todos se sentindo em casa.

Também estou te seguindo...rs. e eu amei seu blog!

bjos
Mara

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