A Espada e a Flor

 Irlanda, 845

O destino de um amor

Arrebatada do marido no dia do casamento por Wolfram, o Corajoso, a bela Deirdre foi levada da Irlanda para as terras geladas dos vikings.

Embora estivesse prometida a outro homem, Deirdre não podia ignorar o poder de sedução do va lente líder vinking, o tom durado de sua pele, o brilho penetrante de seus olhos e a força de seu desejo. Não demorou muito tempo, e ela se rendeu...

No entanto, aquele amor recém-descoberto alimentava as chamas da traição e do mal. Ferrenhas rixas de famílias exigiam uma vingança sanguinária.

A inveja e o ciume explodiam furiosamente, e uma tormntosa maldição busca destruir a felicidade de Wolfram e Deirdre...

Meu Comentário:

O Prólogo nos conta a paixão de uma menina de 13 anos pelo prisioneiro Viking de sua família. A paixão é forte, se transforma em amor, e já não basta levar comida para aliviar o sofrimento, Deirdre decide se arriscar e facilita a fuga de Wolfram. 

Em forma de agradecimento Wolfram dá um broche feito por ele para a linda adolescente de longos cabelos negros e olhos azuis. Os anos passam e o reencontro do jovem casal apaixonado é chocante.

É o dia do casamento da Deirdre com o homem que seu pai lhe arranjou a muitos anos, vemos a jovem suspirar pelo amor que sabe que jamais poderá ter. A irmã de Deirdre, Bridget e ela conversam, Bridget fala sobre a paixão e a felicidade que ela tem com o marido.

Inicia-se o casamento, e após a cerimônia há uma invasão Viking, facilitada por um traidor Irlandês. A destruição é assustadora, a violência inconcebível. A doce Bridget é violentada na frente do esposo amado, e esse é assassinado em frente a mulher amada.

Deirdre só é salva porque está usando o inseparável broche que Wolfram lhe presenteou antes da fuga.

Confesso que nesse momento senti tanta tristeza, que tive vontade de interromper a leitura. Principalmente quando vi claramente que o comandante da ação Viking era Wolfram.

Eu sei, que depois ao longo do livro Wolfram não só se mostra arrependido, mas também nos dá mostra que sempre evitou aquela parte da Irlanda, para que jamais fizesse mal a sua pequena e adorável salvadora.

A idéia é boa, os acontecimentos são até coerentes. Decididamente a autora não conseguiu me contar a história. Como se ela apenas destacasse os flashes e me contasse apenas os fatos em si.

Tipo tudo aconteceu rápido e sem me explicar de onde veio ou para onde vai. Sensação constante de que pulei páginas.

Será a tradução? Sinceramente não sei  a resposta.

O livro sofre muitas reviravoltas, e entre elas a perceptível conversão de Wolfram ao Cristianismo. O que o salva em situações desesperadoras, com verdadeiros milagres.

O fato de Wolfram comparar sua amada as mulheres Bíblicas é um detalhe que tornou a história especial em minha opinião.

Numa conversa com Padre Paul temos essa linda passagem:

 "- Espero ansioso pelo momento em que poderei vê-la. Eu a Amo, Paul. Ela é tudo o que um homem pode querer em uma mulher. Sábia como sua Ruth, leal como sua Esther, e linda como Sarah."

Nota? Hummm. Ainda não me decidi.

* Agradecimentos especias à amiga-irmã do S2 Rogi que me presenteou com esse livro.*

4 comentários:

Suelen Mattos disse...

Ah, é da Nova Cultural, então coooom certeza está mutilado....

E deprimi com a tal cena do estupro.... O que aconteceu com Bridget depois? Ela morreu tb???
Ai, tadinha.......

Só por essa cena, vou passar longe do livro. Meu ♥ não aguenta não, rs...

Ótima resenha, amiga!!!

ALEXIS disse...

Mara, quando vc contou o começo, me lembrou o começo de Provocação, da Kathryn Hockett.
tinha tbm um viking prisioneiro, pelo qual a filha do captor se apixona e ajuda a fugir e ele dá a ela um broche. Anos depois o Sélig, mocinho do livro, reencontra a mocinha durante um ataque.
Mas as semelhanças param por ai.

E sim amiga. com certeza o livro tá mutilado.

E amei essa comparação que ele fez. Linda.

bjus

Mara disse...

Oi Suelen!

Sim a Nova Cultural é dona de muitas das minhas frustações!

Quanto à cena do estrupo... eu admito que quase desisti da leitura, mas insisti.

Já a Bridget como não podia deixar de ser, ficou em estado de choque, e fora do nosso mundo.

Algum tempo depois ela reaparece vivendo num convento. Admito que a aceitação dela pela tragédia me surpreendeu.

Uma lição de superação, com certeza.

O fato de Wolfram se converter e aceitar inclusive se casar no cristianismo, já que na lei dos Viking eles já eram casados, foi bem legal.

bjos
Mara

Ps. Sinceramente não sei se soubesse os detalhes se eu conseguiria ler tb.

Mara disse...

Oi Alexis!

O que salva o livro realmente são as partes que citei, pois tem bastante citação biblica.

O Wolfram e a Deirdre sofrem muito para ficarem juntos e o amor dos dois vence muitas barreiras.

Se tiver estomago para tolerar a violencia inicial, vai gostar da história de amor.

bjos
Mara

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